segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CONVULSÃO

CRISE CONVULSIVA:

 A convulsão é uma alteração da condução de ondas elétricas cerebrais por diversas causas. Durante um período de tempo, o cérebro deixa de funcionar normalmente e passa a enviar estímulos desordenados ao resto do corpo. É uma condição de emergência clínica, porque a atividade constante pode diminuir o oxigênio e a glicose do cérebro, o que pode produzir hipóxia e morte dos neurônios.

CAUSAS DA CRISE CONVULSIVA:

A causa pode ser desconhecida ou uma das seguintes:

- Trauma craniano ou cerebral que resulta em tecido cicatricial ou atrofia cerebral;
- Tumores ou AVE (Acidente Vascular Encefálico);
- Distúrbios metabólicos (hipocalcemia, hipoglicemia/hiperglicemia, anóxia);
- Envenenamento;
- Não-adesão ao tratamento medicamentoso;
- Internação;
- Eletrocussão (morte provocada pela exposição do corpo a uma carga letal de energia elétrica) 
- Febre alta;
- Abstinência alcoólica;
- Uso abusivo de álcool;
- Overdose de drogas;
- Patologia prévia;

ACHADOS DA AVALIAÇÃO:

Relacionadas com a área do cérebro envolvida na atividade convulsiva. Podem variar de simples alterações anormais, atividade motora aberrante, consciência/personalidade alterada até a perda da consciência e movimentos convulsivos.

- Alteração do nível de consciência;
- Conturbação do tônus muscular ou dos movimentos (movimentos corporais involuntários);         
- Incontinência urinária ou intestinal;
- Automatismos: atividades motoras involuntárias, tais como estalo dos lábios, deglutição e mascar;

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA:

1-EEG (eletroencefalograma) com ou sem monitoração de vídeo – localiza o foco epilético, disseminação, intensidade e duração, ajuda a classificar o tipo de convulsão;
2-Imageamento por TC (tomografia de crânio), RM (ressonância magnétca) – para identificar a lesão que pode ser a causa da convulsão;
3-Exames neuropsicológicos – para avaliar os distúrbios comportamentais.

ASSISTÊNCIA A VÍTIMA:

 1-Objetivos:

 a) assegurar oxigenação cerebral adequada;
 b) interromper a atividade convulsiva;

 2-Estratégias:

a) manter uma respiração pérvia e oxigenação adequada, com possibilidade de intubação traqueal pelo médico;
b) administrar terapia anticonvulsivante de curto prazo, tais como Diazepan ou Lorazepan, até que o cliente esteja sem convulsões, conforme prescrição;
c) administrar terapia anticonvulsivante de longa ação, tais como Fenitoína ou Fenobarbital, infundir Fenitoína IV com soro fisiológico;
d) proteger a vítima durante a atividade convulsiva: evitar imobilizar a vítima ou fornecer qualquer coisa através dos dentes cerrados;
e) retirar de perto da vítima itens potencialmente perigosos;
f) afrouxar as roupas;
g) manter a vítima lateralmente durante a convulsão para evitar aspiração de conteúdo gástrico e melhorar a respiração;
h) monitorar e registrar a duração da atividade convulsiva, sinais associados e nível de consciência (NC) da vítima após a atividade convulsiva;
i) confortar e reorientar a vítima após a atividade convulsiva, para aliviar a ansiedade;
j) registrar o nome do fármaco, a última dose e o esquema medicamentoso se a vítima estiver tomando medicações anticonvulsivantes;

EVITANDO LESÕES:

- Prover ambiente seguro acolchoando as grades laterais e removendo os obstáculos;
- Não conter a vítima durante uma convulsão;
- Não colocar nada na boca da vítima durante uma convulsão;
- Colocar em decúbito lateral durante a convulsão, para evitar a aspiração;
- Proteger a cabeça durante a convulsão.

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