CRISE CONVULSIVA:
A convulsão é uma alteração da condução de
ondas elétricas cerebrais por diversas causas. Durante um período de tempo, o
cérebro deixa de funcionar normalmente e passa a enviar estímulos desordenados ao
resto do corpo. É uma condição de emergência clínica, porque a atividade
constante pode diminuir o oxigênio e a glicose do cérebro, o que pode produzir
hipóxia e morte dos neurônios.
CAUSAS DA CRISE CONVULSIVA:
A
causa pode ser desconhecida ou uma das seguintes:
-
Trauma craniano ou cerebral que resulta em tecido cicatricial ou atrofia
cerebral;
-
Tumores ou AVE (Acidente Vascular Encefálico);
-
Distúrbios metabólicos (hipocalcemia, hipoglicemia/hiperglicemia, anóxia);
-
Envenenamento;
-
Não-adesão ao tratamento medicamentoso;
-
Internação;
-
Eletrocussão (morte provocada pela exposição do
corpo a uma carga letal de energia elétrica)
-
Febre alta;
-
Abstinência alcoólica;
-
Uso abusivo de álcool;
-
Overdose de drogas;
-
Patologia prévia;
ACHADOS DA AVALIAÇÃO:
Relacionadas com a área do cérebro
envolvida na atividade convulsiva. Podem variar de simples alterações anormais,
atividade motora aberrante, consciência/personalidade alterada até a perda da
consciência e movimentos convulsivos.
- Alteração do nível de
consciência;
- Conturbação do tônus muscular ou
dos movimentos (movimentos corporais involuntários);
- Incontinência urinária ou
intestinal;
- Automatismos: atividades motoras
involuntárias, tais como estalo dos lábios, deglutição e mascar;
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA:
1-EEG (eletroencefalograma) com ou sem
monitoração de vídeo – localiza o foco epilético, disseminação, intensidade e
duração, ajuda a classificar o tipo de convulsão;
2-Imageamento por TC
(tomografia de crânio), RM (ressonância magnétca) – para identificar a lesão
que pode ser a causa da convulsão;
3-Exames
neuropsicológicos – para avaliar os distúrbios comportamentais.
ASSISTÊNCIA A VÍTIMA:
1-Objetivos:
a) assegurar oxigenação cerebral adequada;
b) interromper a
atividade convulsiva;
2-Estratégias:
a) manter uma respiração
pérvia e oxigenação adequada, com possibilidade de intubação traqueal pelo
médico;
b) administrar terapia
anticonvulsivante de curto prazo, tais como Diazepan ou Lorazepan, até que o
cliente esteja sem convulsões, conforme prescrição;
c) administrar terapia
anticonvulsivante de longa ação, tais como Fenitoína ou Fenobarbital, infundir
Fenitoína IV com soro fisiológico;
d) proteger a vítima durante a atividade convulsiva: evitar imobilizar a vítima ou fornecer
qualquer coisa através dos dentes cerrados;
e) retirar de perto da vítima itens potencialmente perigosos;
f) afrouxar as roupas;
g) manter a vítima lateralmente durante a convulsão para evitar aspiração de conteúdo gástrico e
melhorar a respiração;
h) monitorar e registrar
a duração da atividade convulsiva, sinais associados e nível de consciência
(NC) da vítima após a atividade convulsiva;
i) confortar e reorientar
a vítima após a atividade convulsiva, para aliviar a ansiedade;
j) registrar o nome do
fármaco, a última dose e o esquema medicamentoso se a vítima estiver tomando
medicações anticonvulsivantes;
EVITANDO
LESÕES:
- Prover ambiente seguro acolchoando as grades
laterais e removendo os obstáculos;
-
Não conter a vítima durante uma convulsão;
-
Não colocar nada na boca da vítima durante uma convulsão;
-
Colocar em decúbito lateral durante a convulsão, para evitar a aspiração;
-
Proteger a cabeça durante a convulsão.
Professor, tem algum Gmail que a gente possa conversar com vs?
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