EDUCAÇÃO, ESPORTE E INFORMAÇÃO
domingo, 20 de maio de 2018
domingo, 11 de março de 2018
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
CONVULSÃO
CRISE CONVULSIVA:
A convulsão é uma alteração da condução de
ondas elétricas cerebrais por diversas causas. Durante um período de tempo, o
cérebro deixa de funcionar normalmente e passa a enviar estímulos desordenados ao
resto do corpo. É uma condição de emergência clínica, porque a atividade
constante pode diminuir o oxigênio e a glicose do cérebro, o que pode produzir
hipóxia e morte dos neurônios.
CAUSAS DA CRISE CONVULSIVA:
A
causa pode ser desconhecida ou uma das seguintes:
-
Trauma craniano ou cerebral que resulta em tecido cicatricial ou atrofia
cerebral;
-
Tumores ou AVE (Acidente Vascular Encefálico);
-
Distúrbios metabólicos (hipocalcemia, hipoglicemia/hiperglicemia, anóxia);
-
Envenenamento;
-
Não-adesão ao tratamento medicamentoso;
-
Internação;
-
Eletrocussão (morte provocada pela exposição do
corpo a uma carga letal de energia elétrica)
-
Febre alta;
-
Abstinência alcoólica;
-
Uso abusivo de álcool;
-
Overdose de drogas;
-
Patologia prévia;
ACHADOS DA AVALIAÇÃO:
Relacionadas com a área do cérebro
envolvida na atividade convulsiva. Podem variar de simples alterações anormais,
atividade motora aberrante, consciência/personalidade alterada até a perda da
consciência e movimentos convulsivos.
- Alteração do nível de
consciência;
- Conturbação do tônus muscular ou
dos movimentos (movimentos corporais involuntários);
- Incontinência urinária ou
intestinal;
- Automatismos: atividades motoras
involuntárias, tais como estalo dos lábios, deglutição e mascar;
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA:
1-EEG (eletroencefalograma) com ou sem
monitoração de vídeo – localiza o foco epilético, disseminação, intensidade e
duração, ajuda a classificar o tipo de convulsão;
2-Imageamento por TC
(tomografia de crânio), RM (ressonância magnétca) – para identificar a lesão
que pode ser a causa da convulsão;
3-Exames
neuropsicológicos – para avaliar os distúrbios comportamentais.
ASSISTÊNCIA A VÍTIMA:
1-Objetivos:
a) assegurar oxigenação cerebral adequada;
b) interromper a
atividade convulsiva;
2-Estratégias:
a) manter uma respiração
pérvia e oxigenação adequada, com possibilidade de intubação traqueal pelo
médico;
b) administrar terapia
anticonvulsivante de curto prazo, tais como Diazepan ou Lorazepan, até que o
cliente esteja sem convulsões, conforme prescrição;
c) administrar terapia
anticonvulsivante de longa ação, tais como Fenitoína ou Fenobarbital, infundir
Fenitoína IV com soro fisiológico;
d) proteger a vítima durante a atividade convulsiva: evitar imobilizar a vítima ou fornecer
qualquer coisa através dos dentes cerrados;
e) retirar de perto da vítima itens potencialmente perigosos;
f) afrouxar as roupas;
g) manter a vítima lateralmente durante a convulsão para evitar aspiração de conteúdo gástrico e
melhorar a respiração;
h) monitorar e registrar
a duração da atividade convulsiva, sinais associados e nível de consciência
(NC) da vítima após a atividade convulsiva;
i) confortar e reorientar
a vítima após a atividade convulsiva, para aliviar a ansiedade;
j) registrar o nome do
fármaco, a última dose e o esquema medicamentoso se a vítima estiver tomando
medicações anticonvulsivantes;
EVITANDO
LESÕES:
- Prover ambiente seguro acolchoando as grades
laterais e removendo os obstáculos;
-
Não conter a vítima durante uma convulsão;
-
Não colocar nada na boca da vítima durante uma convulsão;
-
Colocar em decúbito lateral durante a convulsão, para evitar a aspiração;
-
Proteger a cabeça durante a convulsão.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
DESMAIO
É a perda repentina e temporária de consciência, devido à diminuição do oxigênio no cérebro. As causas são variadas e estão ligadas a fatores como a alimentação (baixo nível de açúcar no sangue e falta de comida no organismo), o estado emocional (nervosismo, situação de pânico), fatores relacionados a atividades diárias (cansaço, excesso de tempo em pé, ambientes sem ventilação), dor intensa e problemas de saúde como acidentes e distúrbios cardíacos.
Como reconhecer:
Antes de desmaiar é comum a pessoa apresentar sensação de moleza no corpo, suor frio, náusea, pulso fraco, pressão arterial baixa e respiração cada vez mais lenta. O momento imediatamente anterior ao desmaio é relatado como “enxergar tudo preto”.
Como agir:
- Se a vítima apresenta os sintomas descritos acima, mas ainda não desmaiou, sente-a em uma cadeira e diga a ela para baixar a cabeça abaixo dos joelhos e esperar a tontura passar;
- Se a pessoa já desmaiou, deite-a no chão, elevando as pernas em relação ao resto do corpo para facilitar a circulação de sangue para o cérebro;
- Afrouxe as roupas da vítima e ventile o ambiente- Quando ela recuperar a consciência ofereça um pouco de água com açúcar;
- Se a ânsia de vômito continuar, vire-a de lado.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
SUPORTE BÁSICO À VIDA NO ADULTO - 02 - RCP
COMPRESSÕES
TORÁCICAS
Consistem
em aplicações rítmicas e seriadas de pressão sobre a metade inferior do
esterno.
Orientações do Procedimento: Ressuscitação
Cardiopulmonar (RCP)
Compressões Torácicas
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Justificativa
|
1.
Ajoelhar-se o mais próximo possível do lado do tórax da vítima. Colocar a
palma de uma das mãos sobre a metade inferior do esterno, 3,8 cm a partir da
extremidade do processo xifoide. Os dedos podem ficar estendidos ou
entrelaçados, mas devem-se manter afastados do tórax.
|
1.
O eixo longitudinal da palma da mão do ressuscitador deve ser colocado sobre
o eixo longitudinal do esterno; desta maneira, a força principal de
compressão é sobre o esterno e diminui a possibilidade de fratura de costela.
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2.
Enquanto mantém seus braços retos, cotovelos travados e os ombros
posicionados diretamente sobre suas mãos, deprimir, de forma rápida e
vigorosa, a metade inferior do esterno da vítima para baixo, 5cm.
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3.
Liberar completamente a compressão torácica externa e permitir que o tórax
volte à sua posição normal depois de cada compressão. O tempo permitido para
a liberação deve ser igual ao tempo necessário para a compressão. Não
levantar as mãos do tórax ou mudar de posição.
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3.
A liberação da compressão torácica externa permite que o sangue flua para
dentro do coração.
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4.
Realizar 30 compressões e em seguida duas ventilações.
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4.
As compressões e as ventilações devem ser combinadas. Verificar o retorno do
pulso carotídeo. Quando ausente, retomar a RCP com 30 compressões seguidas de
2 ventilações.
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5.
Para RCP com um ou dois socorristas a frequência é de no mínimo 100
compressões por minuto. A relação compressão ventilação é de 30:2.
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VÍDEO Mr Bean PCR
O objetivo do filme, além de descontrair, é identificar os procedimentos de suporte básico à vida em casos de PCR (Parada Cardiorrespiratória), comparando os realizados pelo ator intérprete do personagem Mr Bean (Rowan Atkinson) junto a vítima de PCR. Identificar e reconhecer os erros de procedimentos e fazer as devidas correções, seguindo as diretrizes mais atuais em um RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar).
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
SUPORTE BÁSICO À VIDA NO ADULTO - 01 - RCP
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS:
A consciência, o pulso e a pressão
arterial são perdidos de imediato. O esforço respiratório ineficaz pode
ocorrer. As pupilas dos olhos começam a dilatar dentro de 45 segundos. As
convulsões podem ocorrer ou não. O risco de lesão cerebral irreversível e morte
aumentam a cada minuto, a partir do momento em que cessa a circulação. O
intervalo varia com a idade e com a condição subjacente do paciente. Durante
este período o diagnóstico de parada cardíaca deve ser feito e as medidas devem
ser empreendidas para restaurar a circulação.
RESSUSCITAÇÃO
CARDIOPULMONAR NO ADULTO – RCP:
A
ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é uma técnica de suporte básico de vida, com a
finalidade de oxigenar o cérebro e o coração, até que o tratamento médico
apropriado possa restaurar as ações cardíacas e ventilatórias normais.
INDICAÇÕES:
1- Parada cardíaca:
a)
Fibrilação ventricular
b)
Taquicardia ventricular
c)
Assistolia
d)
Atividade elétrica sem pulso
2-
Parada respiratória:
a)
Afogamento
b)
Acidente vascular encefálico – AVE
c)
Obstrução da via aérea por corpo estranho – OVACE
d)
Inalação de fumaça
e)
Overdose de drogas
f)
Eletrocussão/lesão por raio
g)
Sufocação
h)
Acidente/lesão
i)
Coma
j)
Epiglotite
AVALIAÇÃO:
1-Perda
imediata da consciência;
2-Ausência
de ruídos respiratórios ou de movimento de ar através do nariz ou da boca;
3-Ausência
de pulso carotídeo ou femoral palpável, ausência de pulso nas grandes artérias.
COMPLICAÇÕES:
1- Síndrome
da angústia pós-ressuscitação (distúrbios secundários em múltiplos órgãos);
2-
Comprometimento
neurológico, lesão cerebral. Cadeia de Sobrevivência do Adulto
ABORDAGEM
INICIAL:
1-Avalie
a responsividade da vítima, tocando firmemente e estimulando-a em voz alta.
2-
Ao verificar a responsividade o profissional de saúde deve verificar
rapidamente se há respiração ou se a mesma é anormal (isto é, não respirando);
3-Peça ajuda EFETIVA (cada local em que esteja
ocorrendo a abordagem tem sua ajuda específica, ex.: hospital, domicílio,
etc....), quando presente, solicitar o DEA/DAE (Desfibrilador Externo
Automático);
4-Posicione
a vítima em superfície rígida em posição dorsal;
Alerta de enfermagem:
O
paciente que foi ressuscitado está em risco de outro episódio de parada cardíaca!!!
C
– CIRCULAÇÃO:
-
Deve-se procurar por sinais de circulação (leigos) e pulsos centrais
(profissionais de saúde);
-
Os sinais de circulação aceitos e instituídos na diretriz AHA-2012 são:
a)
Vítima não responsiva;
b)
Vítima sem respiração;
c)
Vítima com respiração anormal;
Os locais apropriados para checagem de pulsos
são:
a)
Adultos: Femural e Carotídeo. Uma vez identificada à ausência de pulso deve ser
iniciada as compressões torácicas seguindo a relação abaixo:
a)
30:2 (30 compressões para 2 ventilações) – 01 socorrista.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
SUPORTE BÁSICO À VIDA NO ADULTO.
É o primeiro socorro de emergência que
enfoca a identificação de parada respiratória e cardíaca e fornece RCP
(ressuscitação cardiopulmonar) até que a vítima responda ou o próximo tipo de
suporte de vida seja iniciado. São procedimentos emergenciais que não
necessitam de um profissional de saúde para realizá-lo. Podem, e devem ser
executados por qualquer pessoa, desde que devidamente treinada e capacitada.
Daí a grande importância do treinamento da população. Existe toda uma sequência
a ser seguida, visando priorizar as causas de maior morbimortalidade. Uma das
maiores causas de óbito na população de todo o mundo está relacionada a
acontecimentos cardiovasculares que numa grande maioria pode evoluir para
parada cardiorrespiratória. Esta é provavelmente uma das causas de maior
aplicação do SBV. O atendimento pré-hospitalar é um conjunto de medidas e
procedimentos técnicos (Suporte Básico e Avançado de Vida) que objetivam
permitir a vítima receber abordagem momentânea, visando o não agravamento de
lesões já existentes ou geração de novas lesões.
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR: É a cessação súbita da atividade
ventricular associada à ausência da atividade respiratória. Deve ser
identificada pela ausência de pulso central. Atualmente pelo protocolo da
American Heart Association (AHA-2010), a identificação da PCR pode ser feita
por leigos através da ausência dos seguintes sinais: vítima irresponsiva;
ausência de respiração ou respiração anormal. Uma vez identificada a PCR,
deve-se imediatamente ser iniciada a ressuscitação cardiopulmonar (RCP),
visando o mínimo de sequelas que podem ser causadas pela falta de oxigenação
cerebral. A parada cardíaca acontece quando o coração para de produzir pulso e
circulação sanguínea efetivos. Ela pode ser decorrente de um evento elétrico
cardíaco, como ocorre quando a FC (frequência cardíaca) é muito rápida
(especialmente na taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular) ou muito
lenta (bradicardia ou bloqueio AV), ou quando não há frequência cardíaca de
todo (assistolia).
Outras causas da parada cardíaca são:
infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, choque, afogamento,
descarga elétrica, drogas, parada respiratória, dentre outras. A parada
cardíaca sempre é acompanhada de parada respiratória, sendo que esta última se
não tratada desencadeará a parada cardíaca. A parada cardíaca também pode
acontecer quando a atividade elétrica está presente, mas não existe contração
cardíaca ou volume circulante ineficaz, o que é denominado de atividade
elétrica sem pulso (PEA). Originalmente chamada de dissociação eletromecânica
(EM), a PEA pode ser causada por hipovolemia (por exemplo: sangramento
excessivo), tamponamento cardíaco, hipotermia, embolia pulmonar, e infarto
agudo do miocárdio. Danos graves
podem ocorrer ao cérebro caso seja a hipóxia cerebral persistente, porém a RCP
precoce minimiza esta situação. Observe abaixo, que quanto mais precoce a
intervenção, menores danos ocorrerão:
0 – 4 minutos: danos cerebrais
praticamente evitáveis;
4 – 6 minutos: danos cerebrais mais
prováveis;
6 – 10 minutos: danos cerebrais
praticamente inevitáveis;
Acima de 10 minutos: danos cerebrais
inevitáveis
domingo, 3 de setembro de 2017
PRIMEIROS SOCORROS III
2. Fazer
ventilação;
PASSO
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AÇÃO
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1
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Incline a cabeça da vítima, tracionando a cabeça para trás.
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2
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Eleve o queixo da vítima, colocando os dedos na parte
óssea.
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3
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Eleve o queixo, movendo a mandíbula para trás.
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3. Como aplicar as ventilações:
PASSO
|
AÇÃO
|
1
|
Mantenha as vias aéreas abertas com a manobra de inclinação
da cabeça e elevação do queixo.
|
2
|
Aperte as narinas com os dedos da mão.
|
3
|
Inspire normalmente e cubra a boca da vítima com sua boca,
criando uma ventilação que impeça o escape de ar.
|
4
|
Aplique 2 ventilações de 1 segundo cada, observando a
expansão do tórax.
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