segunda-feira, 11 de setembro de 2017

SUPORTE BÁSICO À VIDA NO ADULTO.

              É o primeiro socorro de emergência que enfoca a identificação de parada respiratória e cardíaca e fornece RCP (ressuscitação cardiopulmonar) até que a vítima responda ou o próximo tipo de suporte de vida seja iniciado. São procedimentos emergenciais que não necessitam de um profissional de saúde para realizá-lo. Podem, e devem ser executados por qualquer pessoa, desde que devidamente treinada e capacitada. Daí a grande importância do treinamento da população. Existe toda uma sequência a ser seguida, visando priorizar as causas de maior morbimortalidade. Uma das maiores causas de óbito na população de todo o mundo está relacionada a acontecimentos cardiovasculares que numa grande maioria pode evoluir para parada cardiorrespiratória. Esta é provavelmente uma das causas de maior aplicação do SBV. O atendimento pré-hospitalar é um conjunto de medidas e procedimentos técnicos (Suporte Básico e Avançado de Vida) que objetivam permitir a vítima receber abordagem momentânea, visando o não agravamento de lesões já existentes ou geração de novas lesões. 

          PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR: É a cessação súbita da atividade ventricular associada à ausência da atividade respiratória. Deve ser identificada pela ausência de pulso central. Atualmente pelo protocolo da American Heart Association (AHA-2010), a identificação da PCR pode ser feita por leigos através da ausência dos seguintes sinais: vítima irresponsiva; ausência de respiração ou respiração anormal. Uma vez identificada a PCR, deve-se imediatamente ser iniciada a ressuscitação cardiopulmonar (RCP), visando o mínimo de sequelas que podem ser causadas pela falta de oxigenação cerebral. A parada cardíaca acontece quando o coração para de produzir pulso e circulação sanguínea efetivos. Ela pode ser decorrente de um evento elétrico cardíaco, como ocorre quando a FC (frequência cardíaca) é muito rápida (especialmente na taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular) ou muito lenta (bradicardia ou bloqueio AV), ou quando não há frequência cardíaca de todo (assistolia). 

Outras causas da parada cardíaca são: infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, choque, afogamento, descarga elétrica, drogas, parada respiratória, dentre outras. A parada cardíaca sempre é acompanhada de parada respiratória, sendo que esta última se não tratada desencadeará a parada cardíaca. A parada cardíaca também pode acontecer quando a atividade elétrica está presente, mas não existe contração cardíaca ou volume circulante ineficaz, o que é denominado de atividade elétrica sem pulso (PEA). Originalmente chamada de dissociação eletromecânica (EM), a PEA pode ser causada por hipovolemia (por exemplo: sangramento excessivo), tamponamento cardíaco, hipotermia, embolia pulmonar, e infarto agudo do miocárdio. Danos graves podem ocorrer ao cérebro caso seja a hipóxia cerebral persistente, porém a RCP precoce minimiza esta situação. Observe abaixo, que quanto mais precoce a intervenção, menores danos ocorrerão:

0 – 4 minutos: danos cerebrais praticamente evitáveis;
4 – 6 minutos: danos cerebrais mais prováveis;
6 – 10 minutos: danos cerebrais praticamente inevitáveis;

 Acima de 10 minutos: danos cerebrais inevitáveis

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